Fortuna Crítica
por Oscar D’Ambrosio
“O romance, considerado por alguns uma espécie de Romeu e
Julieta (obra de Shakespeare) do sertão brasileiro, região que o autor conheceu
bem em suas andanças como militar, não sucumbe ao excesso de sentimentalismo,
com descrições bastante realistas da natureza brasileira. O fato de ele ter
conhecido os ambientes que descreve faz uma grande diferença. Taunay consegue,
ao longo da obra, realizar uma bem contada história de amor, com final trágico,
a partir de um triângulo amoroso, repleta de descrições do modo de falar e de
viver do sertão brasileiro. Essa combinação é rara na literatura brasileira,
pois exige o domínio de dois tipos de discurso: o romântico e o realista, ou
melhor, uma fabulação atraente com componente amoroso e elementos descritivos
do ambiente e da fala regional.”
Oscar D'Ambrosio,
jornalista, mestre em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de
Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil)
Resenha Crítica
Inocência _ Visconde de Taunay
"Inocência,
de Visconde de Taunay (editora Martin Claret, 3ª edição, 2010) apresenta uma
história que fora escrita em 1872 por Visconde de Taunay e impressa por meio de
folhetins que eram dedicados, principalmente às mulheres da classe média alta
da sociedade desta época, sendo essa obra, de muito sucesso em todo o Brasil em
meio a uma época em que grande parte da população brasileira ainda era
analfabeta.
A história
relata o romance proibido de Cirino e Inocência, que se apaixonam em meio ao
fato de Inocência já estar prometida à Manecão, o que torna a história bastante
intrigante.
O livro apresenta 163 páginas de uma história magnífica,
realista, sentimental e graciosa; é composto de 30 capítulos e 1 epílogo, pelos
quais a história se desenlaça e atrai cada vez mais a atenção do leitor;
apresenta uma capa muito atraente e chamativa; possui um preço bem acessível;
possui, a cada capítulo, belíssimas frases extraídas de variadas obras de
escritores famosos, como Goethe, J. J. Rousseau e Shakespeare e, apresenta
também, o significado de algumas palavras apresentadas na história. (...)
Gostamos muito da história, mas nos decepcionamos no último
capítulo, capítulo o qual ocorre a morte de Cirino e nada mais da história é
relatado após o assassinato, retornando à história somente no epílogo. Tirando
isso, achamos a história magnífica, pois, ela transmite todo o sentimentalismo
da história ao leitor e o atrai cada vez mais à leitura, além de relatar muito
bem o modo de vida sertaneja e até mesmo seus modos de comunicação e de mostrar
que nem tudo na vida possui um final feliz.
A obra é recomendada a toda a população, sendo ela, jovem,
idosa, adulta, rica ou pobre, pois é uma obra da qual vale a pena deixar um
tempo para lê-la e até mesmo refletir sobre esta e possui um preço bem
acessível a toda a população. (...)"
Beatriz, Iully,
Ludmilla, Mércia e Ramon (estudantes do Curso Técnico de Química Industrial do
CEFET-MG, Campus VII - Timóteo)
http://cefetquimica.blogspot.com.br/2011/04/resenha-critica.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário