“O ponto de vista externo define o narrador de Inocência como um narrador onisciente, que é tendência dominante na narrativa romanesca do século XIX. É o modelo clássico, que confere plenos poderes a uma só focalização: tudo é apresentado a partir de um único ponto, com onisciência e onipresença. Esse é, sem dúvida, um modelo narrativo que atende às necessidades do romance regionalista, que focaliza a vida, os costumes, os valores sociais a partir de um único ponto de vista.”
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/i/inocencia
“Vê tudo aquilo
o sertanejo com olhar carregado de sono. Caem-lhe pesadas as pálpebras; bem se lembra
de que por ali podem rastejar venenosas alimárias, mas é fatalista; confia no
destino e, sem mais preocupação, adormece com serenidade.”
(Trecho
retirado do livro Inocência).
Para entendermos melhor o romance, é
necessário conhecer o foco narrativo, para então analisar. Taunay, por exemplo,
observou a natureza e a vida social do Sertão brasileiro para produzir a obra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário