sexta-feira, 30 de novembro de 2012

9. Bibliografia

http://atv302.blogspot.com.br/

http://pt.scribd.com/doc/5580054/inocencia-trabalho-completo-sem-capa


http://cefetquimica.blogspot.com.br/2011/04/resenha-critica.html


http://www.brasilescola.com/literatura/romantismo-no-brasil.htm


http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/i/inocencia


http://www.infoescola.com/livros/inocencia/


http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/inocencia-analise-do-livro-de-visconde-de-taunay.htm


http://www.mundovestibular.com.br/articles/363/1/INOCENCIA---Visconde-de-Taunay-Resumo/Paacutegina1.html


http://www.resumosdelivros.com.br/v/visconde-de-tauany/inocencia/


Livro Inocência 

8. A crítica do grupo. (Você indicaria a obra para alguém ler? Por quê?)

O livro Inocência, como falado nas críticas já postadas, é uma obra especial e rara, uma vez que une o discurso romântico e realista, de forma a enlaçar o enredo, seguramente. A moça idealizada, que conquista o herói com a delicadeza de seus traços, traz em sua simplicidade aspectos regionais o os personagens carregam forte e evidentemente a presença da fala e dos costumes tipicamente mato-grossenses. Além disso, o final é surpreendente. E, de fato, a analogia com Romeu e Julieta de Shakespeare é possível, o que torna a obra ainda mais interessante. Sendo assim, por ser rara e atraente e por relatar de forma tão original o sertão do Mato Grosso, indicamos a obra. 

7. Síntese do enredo.


Romance tipicamente regionalista, a obra Inocência, passa-se na maior parte da história no Sertão brasileiro, onde é narrada com rigor às características do local, já que Visconde de Taunay, realmente conhecia o interior do país, pois percorreu o território brasileiro quando militar.
       Inocência, órfã de mãe desde o nascimento, foi criada pelo pai, Pereira, um mineiro honesto, severo, porém ingênuo. Como típico sertanejo, honra costumes e hospitalidades e principalmente, valores da palavra. Prometida de casamento à Manecão, Inocência apaixona-se por Cirino, prático de enfermagem que se apresentava como médico e que acaba na casa de Pereira.
       Os conflitos giram em torno do amor proibido e escondido entre Inocência e Cirino, que acontece devido a chegada de Meyer, um naturalista alemão, que após elogiar a beleza da filha de Pereira, passa a ser incessantemente viajado. Até que parte para apresentar a nova espécie de borboleta que encontrou, deixando as suspeitas de lado.
       Com medo das consequências, Inocência e Cirino buscam apoio do padrinho da moça, Antônio Cesário, por quem Pereira tinha muito respeito. Cirino, vai então viajar em busca de ajuda. No mesmo momento, o Manecão, o noivo prometido chega à casa de Pereira.
       Inocência recusa-se a validar o compromisso e sofre com as represálias do pai, que descobre, graças a Tico, anão que vigiava Inocência, que o responsável por essas atitudes era Cirino.
       Desesperado, Manecão procura Cirino e o mata.
       Inconformada com a atitude e recusando casar-se com Manecão, Inocência encontra na morte a sua própria salvação.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

6. Crítica literária. (O que a crítica fala sobre o obra? )


Fortuna Crítica
por Oscar D’Ambrosio

“O romance, considerado por alguns uma espécie de Romeu e Julieta (obra de Shakespeare) do sertão brasileiro, região que o autor conheceu bem em suas andanças como militar, não sucumbe ao excesso de sentimentalismo, com descrições bastante realistas da natureza brasileira. O fato de ele ter conhecido os ambientes que descreve faz uma grande diferença. Taunay consegue, ao longo da obra, realizar uma bem contada história de amor, com final trágico, a partir de um triângulo amoroso, repleta de descrições do modo de falar e de viver do sertão brasileiro. Essa combinação é rara na literatura brasileira, pois exige o domínio de dois tipos de discurso: o romântico e o realista, ou melhor, uma fabulação atraente com componente amoroso e elementos descritivos do ambiente e da fala regional.”

Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil)

Resenha Crítica
Inocência­ _ Visconde de Taunay
            "Inocência, de Visconde de Taunay (editora Martin Claret, 3ª edição, 2010) apresenta uma história que fora escrita em 1872 por Visconde de Taunay e impressa por meio de folhetins que eram dedicados, principalmente às mulheres da classe média alta da sociedade desta época, sendo essa obra, de muito sucesso em todo o Brasil em meio a uma época em que grande parte da população brasileira ainda era analfabeta.
            A história relata o romance proibido de Cirino e Inocência, que se apaixonam em meio ao fato de Inocência já estar prometida à Manecão, o que torna a história bastante intrigante.
O livro apresenta 163 páginas de uma história magnífica, realista, sentimental e graciosa; é composto de 30 capítulos e 1 epílogo, pelos quais a história se desenlaça e atrai cada vez mais a atenção do leitor; apresenta uma capa muito atraente e chamativa; possui um preço bem acessível; possui, a cada capítulo, belíssimas frases extraídas de variadas obras de escritores famosos, como Goethe, J. J. Rousseau e Shakespeare e, apresenta também, o significado de algumas palavras apresentadas na história. (...)
Gostamos muito da história, mas nos decepcionamos no último capítulo, capítulo o qual ocorre a morte de Cirino e nada mais da história é relatado após o assassinato, retornando à história somente no epílogo. Tirando isso, achamos a história magnífica, pois, ela transmite todo o sentimentalismo da história ao leitor e o atrai cada vez mais à leitura, além de relatar muito bem o modo de vida sertaneja e até mesmo seus modos de comunicação e de mostrar que nem tudo na vida possui um final feliz.
A obra é recomendada a toda a população, sendo ela, jovem, idosa, adulta, rica ou pobre, pois é uma obra da qual vale a pena deixar um tempo para lê-la e até mesmo refletir sobre esta e possui um preço bem acessível a toda a população. (...)"

Beatriz, Iully, Ludmilla, Mércia e Ramon (estudantes do Curso Técnico de Química Industrial do CEFET-MG, Campus VII - Timóteo)
http://cefetquimica.blogspot.com.br/2011/04/resenha-critica.html

5. Análise literária. (Qual é o estilo de época? Quais as características? )


Romance regionalista brasileiro.
“O romance regionalista é um gênero da prosa romântica tipicamente brasileiro, completamente original. Isso se deve ao fato de não ter inspiração em modelos europeus, já que os cenários e enredos são basicamente inspirados em paisagens, costumes, valores e comportamentos típicos de pequenos proprietários de regiões brasileiras.
Assim, o autor da obra considerada como o melhor romance regionalista do Brasil, “Inocência”, Visconde de Taunay, utilizou em sua história todos os elementos que representam o regionalismo. A descrição fiel e objetiva de uma região, os confrontos entre o homem do campo ou do sertão (que possui preconceitos contra os costumes da cidade) e o homem urbano (que é liberal em relação aos costumes e subestima o homem rural) são características presentes em “Inocência”, como melhor representante do gênero regionalista.
Os personagens são aqueles clássicos do romantismo, com as mesmas emoções e o mesmo sentimentalismo, só que adaptados ao quadro regional, deslocados para um cenário diferente, que acaba interferindo em seus destinos.
O que Taunay e outros autores regionalistas pretendiam era “conquistar o espaço brasileiro”, mostrar histórias de personagens que enfrentam problemas em meio à seca e ao latifúndio do Nordeste, romances passados nos pampas gaúchos ou críticas à sociedade baiana da zona do Cacau. Isso tudo, na maioria das vezes, sem nem conhecer tais regiões.”


Várias características típicas desse estilo são observadas na obra. Principalmente, a hospitalidade do sertanejo, a permanência das tradições, especialmente, da honra e da família, o casamento decidido por acordos em família, dentre outros.

4. Momento histórico.


O livro foi inspirado na Lei do Ventre Livre, aprovada durante o processo de criação do Livro. Na mesma época em que o autor Visconde de Taunay se inspirava para escrever seu livro, estava ocorrendo no Brasil a aprovação de uma lei onde todos os filhos negros de escravos que nascessem a partir daquela época estariam livres da escravidão, essa lei foi chamada de Lei do Ventre Livre. Visconde de Taunay se inspirou nessa lei para poder escrever seu livro. Além disso, no contexto da Independência do Brasil, houve maior influência para uma produção e escrita mais nacionalistas. 

3. Tempo e espaço: Justifique com trecho da obra.


O romance se passa no Sertão do Mato Grosso, no século XIX.

“Corta extensa e quase despovoada zona da parte sul-oriental da vastíssima província de Mato Grosso a estrada que da Vila de Sant'Ana do Paranaíba vai ter ao sitio abandonado de Camapuã. Desde aquela povoação, assente próximo ao vértice do ângulo em que confinam os territórios de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso até ao Rio Sucuriú, afluente do majestoso Paraná, isto é, no desenvolvimento de muitas dezenas de léguas, anda-se comodamente, de habitação em habitação, mais ou menos chegadas umas às outras, rareiam, porem, depois as casas, mais e mais, e caminham-se largas horas, dias inteiros sem se ver morada nem gente até ao retiro de João Pereira, guarda avançada daquelas solidões, homem chão e hospitaleiro, que acolhe com carinho o viajante desses alongados paramos, oferece-lhe momentâneo agasalho e o provê da matalotagem precisa para alcançar os campos de Miranda e Pequiri, ou da Vacaria e Nioac, no Baixo Paraguai. Ali começa o sertão chamado bruto.”

“O dia 15 de julho de 1860 era dia claro, sereno e fresco, como costumam ser os chamados de inverno no interior do Brasil.”