O romance
se passa no Sertão do Mato Grosso, no século XIX.
“Corta extensa e quase despovoada zona da
parte sul-oriental da vastíssima província de Mato Grosso a estrada que da Vila
de Sant'Ana do Paranaíba vai ter ao sitio abandonado de Camapuã. Desde aquela povoação,
assente próximo ao vértice do ângulo em que confinam os territórios de São
Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso até ao Rio Sucuriú, afluente do
majestoso Paraná, isto é, no desenvolvimento de muitas dezenas de léguas,
anda-se comodamente, de habitação em habitação, mais ou menos chegadas umas às outras,
rareiam, porem, depois as casas, mais e mais, e caminham-se largas horas, dias
inteiros sem se ver morada nem gente até ao retiro de João Pereira, guarda
avançada daquelas solidões, homem chão e hospitaleiro, que acolhe com carinho o
viajante desses alongados paramos, oferece-lhe momentâneo agasalho e o provê da
matalotagem precisa para alcançar os campos de Miranda e Pequiri, ou da Vacaria
e Nioac, no Baixo Paraguai. Ali começa o sertão chamado bruto.”
“O dia 15 de julho de 1860
era dia claro, sereno e fresco, como costumam ser os chamados de inverno no
interior do Brasil.”
Muito bom.
ResponderExcluirOk. Obrigada!
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